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Energia nuclear, energia limpa: Desastres nucleares históricos

Nesse terceiro capítulo sobre energia nuclear vamos explorar 3 acidentes nucleares:

  1. Three Mile Island (EUA, 1979)

  2. Chernobyl (União Soviética, 1986)

  3. Fukushima (Japão, 2011)

Proteção de concreto do reator Daiichi de Fukushima danificada.

Proteção de concreto do reator Daiichi de Fukushima danificada.

Quando a energia nuclear é proposta como uma solução de baixíssimas emissões de dióxido de carbono para a produção de energia elétrica que não intensifique a crise climática sempre é alvo de argumentos levantando a intensidade dos acidentes nucleares passados. Aqui estão listados os 3 acidentes nucleares de maior intensidade até então.

Three Mile Island

Na capital do estado da Pensilvânia, Harrisburg, nos Estados Unidos dois reatores com design de 1968 foram construídos em 1970. Em 1979 um dos reatores teve uma falha na refrigeração. A válvula de refrigeração de emergência não funcionou e o reator foi desligado emergencialmente mas sofreu um derretimento parcial e emitiu altas doses de radiação ao exterior. Hoje, 42 anos após o acidente, não é observado nenhuma anomalia na incidência de câncer nos residentes das proximidades, expostos à radiação que vazou do reator acidentado.

Chernobyl

Próxima a fronteira da Bielorússia e Ucrânia 4 reatores com design de 1970 foram comissionados em 1977. Diferente do design norte-americano o design soviético da época não tinha uma proteção de concreto ao retor do reator. Em 1986 um teste de segurança diminuiu a produção de energia de um dos reatores, no entanto, a refrigeração do reator dependia dessa energia. O resultado foi o colapso total do reator pela diminuição da refrigeração. Anos após o grande vazamento de radiação, o reator colapsado não tinha nenhuma proteção, parte significativa da populações original da reunião retornou aos seus lares. A letalidade da exposição à radiação foi muito menor do que o esperado em 1986.

Fukushima

Em 2011 a costa nordeste do Japão sofreu com um terremoto seguido de Tsunami. Além da destruição de infraestrutura em toda a região parte da usina nuclear de Fukushima foi inundada. Composta por 6 reatores com design de 1967 e mais dois reatores atualizados, que teriam sido iniciados em 2012 e 2013, a administradora privada, TEPCO (Tokyo Electric Power Company), construiu o gerador de emergência a 25 metros acima do nível do mar ao invés dos 35 metros planejados. O resultado foi um reator colapsado com sua proteção de concreto parcialmente destruída com vazamento de radiação.

É importante ressaltar que durante alguns dias durante a crise do reator havia a possibilidade que uma zona inabitável maior ou igual à causada pelo desastre de Chernobyl deixasse mais da metade do Japão contaminado.

O que podemos aprender com esses desastres?

Os desastres deixaram um rastro de destruição e perdas nas regiões próximas. Contudo, nada em escala apocalíptica como querem fazer crer muitos dos que não consideram a energia nuclear como uma fonte limpa. Enquanto a produção elétrica depende de emissões de dióxido de carbono ocorre um aumento nas doenças pulmonares e nas anomalias climáticas. As fontes "verdes" de energia com muita publicidade hoje como eólica e solar usam muitas vezes a queima de gás, que emite dióxido de carbono, quando não há sol ou vento suficiente para a demanda de suas regiões.

Além disso também é necessário ressaltar a incapacidade de produzir energia com baixas emissões e com segurança por parte da iniciativa privada. Aqui citamos o caso da TEPCO que economizou algum dinheiro em concreto construindo um gerador de emergência em uma altura menor do que o necessário. Isso quase poderia ter causado um impacto muito maior. A solução da produção de energia e do clima não é possível no regime neoliberal de privatização e desregulamentação irrestrita.

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