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Extrema direita antecipa baixaria da campanha eleitoral de 2022

O circo esteve ameaçado de pegar fogo, em Brasília, na última quinta-feira, sem nem ter começado a campanha para a eleição presidencial de 2022. Os candidatos de extrema direita, Jair Bolsonaro e o ex-ministro e juiz parcial e ladrão Sérgio Moro, trocaram acusações antecipando a baixaria que será a campanha eleitoral do ano que vem. Pelo andar da carruagem, podem superar até as duas últimas campanhas, quando o candidato do PSDB Aécio Neves fazia cara de nojo nos debates com a concorrente do PT, Dilma Roussef, e na última campanha Bolsonaro propagava Faknews aos quatro cantos do país contra o adversário do PT Haddad. As mais graves e chocantes foram as da mamadeira de piroca, a do kit gay e a mentira de que se eleito, Haddad mandaria fechar igrejas evangélicas.

Na quinta-feira sinistra, o Brasil entrou oficialmente em recessão com uma queda de 0,1% do PIB, a segunda queda em dois trimestres consecutivos, segundo estatísticas do IBGE. Mas o presidente não deu a menor bola para a decadência econômica do país, assim como também nunca se ocupou com medidas para combater o desemprego de 13% e muito menos se preocupou em mitigar a fome que castiga mais de 19 milhões de brasileiros, depois de a ONU ter tirado o Brasil do mapa da fome, graças aos governos do PT. E daí que milhões de brasileiros vão dormir com a barriga vazia enquanto o presidente fazia turismo com um grupo de assessores e aspones em Dubai e entregava uma refinaria de petróleo da Petrobras?


No dia em que o Senado, que comprou a peso de ouro, aprovou o seu indicado para ministro do STF, o terrivelmente evangélico André Mendonça, Bolsonaro gastou seis minutos de sua live para espinafrar o seu ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. O presidente xingou de ¨palhaço, mentiroso e mau-caráter¨o mesmo Moro que condenou Lula sem prova e o trancafiou por 580 dias na prisão da Polícia Federal de Curitiba para ajudá-lo a se eleger em 2018.


O general Santos Cruz, também ex-ministro do atual desgoverno e talvez candidato a vice na chapa de Moro pelo partido Phodemos, entrou na briga para condenar a política do ¨toma lá dá cᨠde Bolsonaro e chamou sua excelência o presidente de ¨sem vergonha e traidor.¨ O ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tentou ¨passar a boiada¨ em cima do ex-juiz e chamou Moro de comunista.


O candidato a candidato apontado em pesquisas com mais chance de ganhar nas eleições, Luiz Inácio Lula da Silva, não entrou na briga protagonizada pela extrema direita, embora tenha sido xingado de ex-presidiário pelo filhote 01, senador Flávio Bolsonaro. Lula tem mais o que fazer no momento em que Bolsonaro e Moro se engalfinham na disputa dos votos da extrema direita. Também não deve estar sendo fácil fazer certa ala da esquerda entender uma eventual inclusão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice na chapa petista para a disputa presidencial do ano que vem. Com Alckmin na chapa do PT, Lula se tornaria palatável para os militares e o mercado, que ainda preferem ver o petista inelegível ou morto. Antipetistas empedernidos mas que não engoliam o fascista Bolsonaro na eleição de 2018 diziam que tapariam o nariz e votariam em Haddad e no dia seguinte voltariam a ser contra o PT.


O que todo eleitor deveria entender é que Lula é o único candidato com projeto e vontade política para tirar o Brasil do caos econômico, social e moral, bem como tirar o país da posição de párea, como bem demonstrou em seu recente giro pela Europa, onde foi recebido com honras de chefe de Estado e conduta de estatista.


Tosco como é, o que o atual presidente conseguiu no último encontro de chefes de Estado e de governo na Europa foi pisar no pé da alemã Angela Merkel e conversar com um garçon constrangido. Não temos o direito de deixar o Brasil continuar chafurdando no caos, na miséria do povo e no obscurantismo em que Bolsonaro afundou o país.

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