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Ninguém segura o Peru!

Agora é oficial. A maioria do povo peruano aderiu ao lema „nunca mais um homem pobre em país rico!“ e elegeu um professor de escola primária para o posto político mais importante do país.

Pedro Castillo na sede de seu partido em Lima.

Pedro Castillo na sede de seu partido em Lima.

Pedro Castillo, tem 51 anos, é mestre em psicologia educacional e dá aulas em uma escola primária em uma região pobre do país andino. Ele ganhou notoriedade em 2017 ao liderar uma greve de professores em várias regiões do país que durou 75 dias. A imagem de um lápis enorme foi símbolo da campanha de Castillo. Sua meta é garantir alfabetização e ensino de qualidade para todas as pessoas. Ainda no primeiro turno o professor já assumiu o compromisso de que Educação e Saúde sejam considerados direitos fundamentais de todos os peruano e peruanas. Subestimado pela direita e pela esquerda adaptada ao sistema capitalista, Castillo correu por fora, com um partido marxista-leninista e graças ao sindicado dos professores, movimentos sociais e de povos originais, sua candidatura cresceu especialmente nas duas semanas que antecederam as eleições. Porém nem tudo na vida são flores, muito menos no perfil do novo presidente do Peru. Sua campanha foi diretamente apoiada pelas igrejas evangélicas e Castillo já declarou ser contra o aborto e o casamento homoafetivo. Também ainda não está claro se o professor vai mesmo levar o que ganhou. Cinco presidentes tentaram governar o país nos últimos três anos. Dois deles foram diretamente derrubados pelo partido da candidata derrotada, Keiko Fujimori.

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